18 de fev. de 2015




Uma tarde com The Elements of Style, Wiliam Strunk, Jr.




       Conheci esse livro por meio de sugestão de leitura no canal da vlogueira e blogueira Tatianagfeltrin, que apresentou o livro chamado On writing - A memoir of the craft de Stephen King, me interessei pelo livro desde o título ao "livro complementar" (título deste post) sugerido pelo escritor para melhoras o processo da escrita.

       Minha edição provem da Dover Publications em 2006, que foi originalmente escrito em 1918 e publicado em 1920 por Harcourt, Brace and Company. Obra que me surpreendeu de início pelo preço e após leitura, com qualidade das informações "básicas" sobre escrita deixadas por William Strunk, Jr. Importante ressaltar que a edição relatada aqui é tida como a original (conforme visto na capa), pois é desprovida da contribuição de E. B. White, seu discípulo e co-autor.

        Willian Strunk, Jr (1 July 1869 - 26 September 1946), segundo informações pela web, foi escritor e professor de Inglês  na Universidade de Cornell. Com o passar dos anos o pequeno livro de 52 páginas ganhou diversas edições, devido a grande aos que buscam melhorar, aprimorar e compreender sinteticamente os arranjos do processo da  escrita e o que evitar.

                                     

       Em termos estruturais a edição conta com divisão em tópicos como: I - Introcuction, II - Elementery Rules of Usage, III - Elementery Principals of Composition, IV- Few matters of form, V - Words and Expressions Commonly Misused, VI - Spelling e VII - Exercises on Chapers II and III. 

     Apesar da publicação ser datada do início do século XX, a leitura foi agradável e em tom de conversa. Gostei dos diversos exemplos que o Willian Strunk usou para exemplificar as regras, pois utilizou trechos de clássicos que podiam ser conectados as obras por meio dos personagens famosos; além de contar com exercícios após a leitura de cada tópico.

        Boa leitura!


      

17 de fev. de 2015


O Chamado do Cuco 


         Ou The Cuckoo's calling, de Robert Galbraith, pseudônimo de J. K. Rowling (autora da famosa série infanto-juvenil Harry Potter), publicado dia 04 de abril de 2013.

                           

   Quem foi (é) leitor de Harry Potter percebeu algumas características da escritora inglesa, como: muita descrição, valorização de pequenos fatos, ponto de vista psicológico dos personagens durante toda a trama. 

        Livro envolve a investigação de um crime ocorrido com uma famosa modelo, Lula Laundry, por um ex-militar e detetive chamado Comoran Strike e sua secretária Robin. O irmão da vítima o contrata a fim de descobrir, meses depois de sua morte, se a jovem foi empurrada da sacada de seu apartamento ou se realmente cometeu suicídio conforme a conclusão da investigação policial.

         The silkworm, ou O bicho-da-seda, publicado em 19 de junho de 2014, é a sequência para as aventuras do detetive inusitado e sua fiel assistente.



24 de ago. de 2014

         
         Sobre A livraria, de Penelope Fitzgerald

                          

            Comprei esse livro as escuras no Sebo do Messias, confesso que me chamou atenção a capa e o título. O livro possui dez capítulos e no total de 141 páginas. Ele conta a história da senhora Florence Green, viúva que vive há dez anos na cidade fictícia de Hardbrough, e decide comprar uma antiga residência há muito abandonada e assombrada, denominada Old House, para fins de uma livraria. Temporalmente, a história começa em 1959.
 
Publicado em 1978, Penelope Fitzgerald nasceu em Lincoln, 1916, e morreu em Londres, 2000; criou romances, biografias, ensaios, resenhas, contos e postumamente foi publicado um livro de cartas (2008) e biografia (2013). Em 2008, The times publicou uma lista dos cinquenta melhores escritores britânicos desde 1945, Penelope encontra-se nesta.

        Contudo, os mais poderosos residentes da cidade procuram afastar e dificultar a vida de Florence. Há diversos elementos e comportamentos que provocam diversas relações, tais como: a livraria, o título dos livros comprados pelos habitantes da cidade como referência situação política e social vividos pelo pequena cidade que rejeita visivelmente o novo, o contestador e a reflexão.

         Há um homem, denominado de senhor Brundish, que vive sozinho e raras vezes é visto pela cidade, porém estabelece vínculo com a senhora Florence por meio de cartas e uma visita de poucas palavras; ela o considera como o mais sincero. Assim, por meio de breves palavras sobre a recomendação de Lolita, obra de Nabokov, ou não para a livraria, ele responde da seguinte forma:

"(...) Li Lolita, como pediu. É um bom livro; portanto, a senhora deve tentar vendê-lo aos habitantes de Hardbrough. Não o entenderão, mas é preferível assim. Entender torna a mente perigosa." (p.93)
  
              Ao final, inverno de 1960, Florence sai da cidade por força judicial movida pelos poderosos por razões inexistentes:

"Enquanto ela se afastava da estação, ela permaneceu sentada, com a cabeça abaixada de vergonha, porque a cidade onde tinha vivido quase dez anos não aceitara a livraria." (p.141)